De acordo com a ABA, chamamos todo e qualquer comportamento de RESPOSTA (ex: falar, andar, pensar). Essas respostas produzem CONSEQUÊNCIAS no mundo ao nosso redor – nas pessoas, nos objetos, na sociedade e até em nós mesmos. Assim, algumas consequências aumentam as chances de continuarmos nos comportando de determinada maneira e outras não. Pense em um bebê que fala “mamãe” pela primeira vez: quando o bebê emite a resposta de falar, o que é que o mundo ao seu redor faz? A mamãe vibra de alegria, abraça e beija o seu filhote enquanto o papai faz uma festa e lhe dá toda atenção do mundo na expectativa de que o pequeno possa dizer “papai” também. Dessa forma, o bebê aprende que dizer “mamãe”, ou mais ainda, dizer qualquer coisa, faz com que ele tenha vários ganhos. Isso aumenta suas chances de continuar falando e ampliar o seu repertório verbal. Por outro lado, um bebê que coloca o dedo na tomada e leva um choque raramente o fará de novo, pois aprendeu que o que recebe emitindo essa resposta não é tão bom assim. Claro, é importante lembrar que cada sujeito é único, e o que é bom para um não é tão bom assim para o outro. Aqueles que têm contato com autistas observam bem o que digo!

Ademais, não nos comportamos sem que haja um contexto adequado. Chamamos esse contexto de ANTECEDENTES, ou seja, aquilo que vem antes de emitirmos uma resposta, que sinaliza a possibilidade de obtermos certas consequências ou não. No exemplo do bebê, o número de vezes em que ele dirá “mamãe” na frente dos pais ou de outras pessoas é muito maior do que na ausência delas, pois sem ninguém por perto não produzirá atenção, carinhos e sorrisos. Ainda, o número de vezes que fala pode se diferenciar também na presença da mãe e na presença da babá, sendo que esta última não ficará tão contente quanto à mãe coruja. Quem sabe quando a criança esboçar um Bá… não é?!

Concluindo, entendemos que diante de ANTECEDENTES específicos, emitimos uma RESPOSTA que produz uma CONSEQUÊNCIA que, no passado, esteve presente em nossa experiência de vida aumentando as chances de nos comportarmos em razão dela. Sendo assim, o comportamento humano, de uma pessoa com autismo, ou com desenvolvimento típico, pode ser analisado com base na seguinte sequência:

Antecedente

(o que acontece antes)

Resposta Consequência

(o que acontece depois)

Experimentem observar um comportamento específico de seu filho/paciente/aluno sob esta ótica e depois nos conte o que percebeu!

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