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Vamos imaginar um caso: Marina é mãe de Bruna, uma garotinha de 3 anos que foi recentemente diagnosticada com TEA. Seguindo as recomendações do psiquiatra infantil, Marina buscou tratamentos para a filha com psicólogo (ABA), fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional.

Agora, com a rotina repleta de atividades, a criança passa grande parte do tempo em intervenções e na escolinha. Quando estão juntas, Marina sente que não aproveita como deveria o tempo com a filha e que poderia estar fazendo mais para o desenvolvimento de Bruna.

Voltamos então, caro(a) leitor(a), à pergunta que é título deste texto: como brincar?

Para responder a esta pergunta, recorremos a estudos que obtiveram resultados que vale a pena ressaltar para vocês. Devemos lembrar que nosso objetivo não é montar um plano de intervenção, mas apenas dar algumas dicas ok?

– Brincadeiras com um participante mais experiente: a participação de um adulto na brincadeira pode ajudar a fazer com que a criança compreenda os comportamentos comunicativos (atender a comandos, por exemplo) e mantê-la motivada a permanecer brincando. Além disso, caso outras crianças estejam participando, o adulto pode ser um intérprete ou passar essa responsabilidade para uma dessas crianças.

Organize o espaço, deixe os brinquedos bem posicionados: esta organização favorece a compreensão da criança de que está na hora de brincar e aumenta as chances dela solicitar brincadeiras.

Faça de conta: faça narrações, teatrinhos, cabaninhas, use fantoches ou até mesmo os dedinhos (“dedoches”).

Crie cenários usando almofadas, cadeiras, colchões. Estimule a imaginação da criança.

Seja enfático: Exagere nas emoções, dramatize eventos com afeto exagerado, chamando a atenção da criança para o seu rosto, suas expressões faciais.

Existem também alguns livros que dão ótimas ideias sobre formas de brincar, como este:

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Há também alguns aplicativos de ideias, como este:

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E até cursos:

http://www.eduk.com.br/experts/778376-simone-presotti

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Acho que agora a Marina tem algumas ideias de como brincar com a Bruna, não é mesmo? E tenhamos sempre em mente, leitores: aprender brincando é melhor até pra gente grande. Imagina para os nossos pequenos!

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