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Pais e cuidadores têm papel fundamental no desenvolvimento infantil. Mas, você sabe exatamente de que maneira isto ocorre? O vínculo afetivo entre pais/cuidadores e suas crianças, que se estabelece logo no início da vida é muito importante para que a criança se sinta protegida e segura em seu ambiente familiar. Por isto, os pais devem trabalhar para criar um vínculo forte e duradouro com seus filhos, além de criar um ambiente harmonioso para a criança se desenvolver. É a partir deste vínculo com os pais que a criança se tornará capaz de ter um desenvolvimento social, afetivo e cognitivo saudável nos diversos ambientes.

No caso do autismo, o vínculo ocorre de maneira um pouco diferente… Bebês com desenvolvimento típico comportam-se de maneira a facilitar o vínculo, fazendo contato visual, agarrando-se ao adulto e sorrindo, por exemplo. Em geral crianças com TEA têm dificuldades em comportar-se desta maneira, o que pode fazer com que os pais tenham mais dificuldade em estabelecer o vínculo.

Neste momento você deve estar se perguntando: o que eu devo fazer para que a criança com autismo estabeleça vínculos fortes e se desenvolva? Nós da equipe ABA e Autismo compreendemos que esta não é uma tarefa fácil. Portanto, aqui vão algumas dicas:

1) Em casa, procure manter o ambiente tranquilo. Isto é fundamental para diminuir o estresse de adultos e crianças, facilitando a interação entre os membros da família.

2) Crianças com TEA adaptam-se muito bem à rotina. Use isto a seu favor! Coloque na rotina um momento para brincar e interagir com a criança. Além de ensinar novas habilidades, vocês estarão se divertindo e aumentando o vínculo. Nos momentos da rotina de alimentação, é interessante todos os membros participarem juntos, sentando-se todos ao redor da mesa e compartilhando a ocasião.

3) Observe e conheça os interesses da criança, usando-os a seu favor durante a interação. Por exemplo, se a criança gosta bastante da temática de aviões, mostre desenhos e livros sobre o assunto, conte como funciona este objeto, crie brincadeiras…

4) Quando a família estiver fora de casa, procure maneiras de mostrar para a criança que você compreende o desconforto dela em ambientes menos estruturados.

5) Se a criança tiver dificuldades para se comunicar, os pais precisam dar o nível de ajuda necessária para que ela consiga, além de dar feedback à criança (É importante destacar que ajuda-la a se comunicar é diferente de tentar adivinhar o que ela quer). Este esforço ajuda a construir uma boa relação entre o adulto e a criança.

Além dessas cinco dicas, relacionar-se com pessoas que compreendem o momento pelo qual a família está passando pode ser de grande ajuda. A internet pode ser um recurso para conversar com pessoas fora do círculo familiar.

Referência:

Oliveira et. al.. Interação vincular de pais com filhos autistas. Journal of Child and Adolescent Psychology

Revista de Psicologia da Criança e do Adolescente. Lisboa, 5(2) 2014. Acesso em 15/09/2015. Disponível em http://repositorio.ulusiada.pt/bitstream/11067/1347/1/rpca_v5_n2_6.pdf

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