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Sabemos que as crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) apresentam dificuldade na teoria da mente e que essa é uma habilidade complexa que deve ser trabalhada em diferentes níveis (Veja postagem sobre o ensino da teoria da mente). Por isso, é importante avaliar em que nível de desenvolvimento a criança se encontra para definir por onde começar a intervenção. Como saber por onde começar com a sua criança?

Alguns estudos apontam o estilo de interação da criança como uma referência para saber qual estratégia de ensino de teoria da mente deverá ser enfocada:

– Crianças com um estilo de interação passiva: podem se beneficiar mais de intervenções que aumentam a sua motivação para interagir com os outros (como por exemplo mostrar para criança que brincadeiras e atividades em grupo podem ser legais). Trata-se de um foco comum em muitas intervenções destinadas a pré-escolares com TEA, incluindo programas de engajamento compartilhados.

– Crianças que são motivadas para o contato social, mas apresentam um comportamento inadequado (porque falham em adaptar suas interações no contexto social): serão mais eficazes intervenções com histórias sociais (que descrevem situações, habilidades e conceitos sociais de maneira explícita, como por exemplo, quais os passos para iniciar uma conversa).

O segundo perfil reflete a capacidade de buscar interações sociais, o que poderia ser considerado um pré-requisito para o uso da Teoria da Mente. Afinal, a iniciativa espontânea de uma criança para interagir afetará a necessidade de usar e desenvolver habilidades de Teoria da Mente. Por isso, é muito importante prestar atenção no perfil da criança para avaliar e planejar adequadamente a intervenção, de modo a obter melhores resultados.

Begeer, S., Howlin, P., Hoddenbach, E., Clauser, C., Lindauer, R., Clifford, P., Gevers, C., Boer, F. & Koot, H. M. (2015). Effects and Moderators of a Short Theory of Mind Intervention for Children with Autism Spectrum Disorder: A Randomized Controlled Trial. Autism Research.

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