A criança não aprende como deve se comportar: ao punir uma criança por determinado comportamento, mostramos a ela o que ela NÃO deve fazer, mas não ensinamos maneiras alternativas de se comportar.

Contaminação do ambiente: vários outros estímulos presentes no ambiente em que a criança foi punida podem adquirir função aversiva. Por exemplo: uma criança que recebeu uma palmada por não estar prestando atenção no para-casa, pode sentir raiva e/ou ficar ansiosa quando se aproxima o horário de fazer o dever, quando vê o caderno, ou quando convidada a sentar em sua mesinha de atividades, podendo passar a evitar estas situações (fugir e/ou se esquivar) para não sofrer punição.

Contra-controle: a criança pode apresentar uma nova resposta para evitar o controle do outro sobre o seu comportamento. Por exemplo: a criança está chorando e o adulto grita e briga com ela para que ela pare. Ao invés de parar de chorar, ela pode passar a gritar também, espernear ou até mesmo morder.

            Sabemos que em geral as pessoas utilizam a punição quando se sentem perdidas sobre como intervir com a sua criança. Mostrando estes efeitos problemáticos da punição, esperamos que os adultos trabalhem no sentido de usar este recurso o mínimo possível, e, de preferência, nunca usá-lo. Esperamos trazer, com os outros posts, estratégias alternativas de ensino.

FacebookTwitterGoogle+