Recentemente ouvi uma pessoa se posicionar orgulhosamente sobre o conceito de reforço: “Não uso esse tipo de intervenção”. Esse posicionamento é muito interessante, uma vez que explicita a aversão de algumas pessoas a este conceito da Análise do Comportamento.

    A “má” notícia que temos em relação a isto é: “você usa o reforço!” mesmo que não queira, não concorde… Na verdade, as pessoas utilizam vários termos que podem ser traduzidos operacionalmente como reforçadores: alguém que se diz “carinhoso”, provavelmente utiliza de reforçadores físicos, alguém que é “incentivador”, provavelmente está lançando mão de reforçadores sociais (elogios, etc) enquanto aquela pessoa que “mima” a criança, oferece inúmeros reforçadores tangíveis (brinquedos, etc).

    Então agora, vamos a boa notícia: usar reforço não é nenhum problema! Algumas pessoas têm a impressão de que “assumir” que reforça os outros a sua volta significa que está fazendo algo artificial e, consequentemente, errado. Isto não é verdade. A Análise do Comportamento atual trabalha no sentido de realizar o ensino de novas habilidades cada vez mais no ambiente da criança (casa, escola), ao invés de somente no consultório, e de planejar consequências reforçadoras o mais naturais possível. Vamos usar um exemplo para ilustrar: para uma criança que está aprendendo a habilidade de usar o vaso sanitário, observa-se que os cuidadores podem oferecer várias consequências:

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Vejam, desta forma, que pensar no reforçador correto para aquela aprendizagem não torna a situação em nada artificial, e aumenta imensamente a chance de sucesso do ensino!

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